Fundada em 5 de agosto de 1585 com o nome de Cidade
Real de Nossa Senhora das Neves, João Pessoa é considerada a terceira cidade mais antiga
do Brasil, tendo sido fundada pela Cúpula da Fazenda Real, já como cidade e não
como vila, povoado ou aldeia. Logo
passou a se chamar de Filipeia de Nossa Senhora das
Neves em
1588 em homenagem ao rei Filipe II que, na época, acumulava as coroas da Espanha e de
Portugal. Posteriormente chamada Frederikstad, foi uma das duas principais
cidades da Nova
Holanda,
junto com Mauritsstadt (a atual Recife), na segunda metade do século XVII. Possui antigo e
vasto patrimônio histórico, similar ao de Olinda. Depois do declínio da Nova
Holanda, e
com a saída dos neerlandeses (1654), tornou-se comum
referir-se à cidade pelo nome de Cidade da Parahyba, muito embora a legislação
real continuasse a referir-se a ela pelo nome de Cidade
de Nossa Senhora das Neves (como consta, por exemplo, de Alvará de 29 de julho
de 1813, firmado pelo então Príncipe Regente Dom João, que por esse instrumento
criou o cargo de juiz de fora daquela cidade).
A cidade teve o seu centro histórico tombado pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em
2007. Inscrito nos seguintes Livros do Tombo: Histórico e Arqueológico,
Etnográfico e Paisagístico. Seu tombamento foi em circunstância de ser uma das
primeiras cidades fundadas no Brasil. Recebeu em 2017 o título de cidade
criativa pela Unesco, colocando João Pessoa
como "Cidade Brasileira do Artesanato". O reconhecimento de João
Pessoa a coloca na rota turística brasileira por sua arte
popular.
Esse reconhecimento teve grande contribuição e influência, devido ao projeto
"Sereias da Penha", onde mulheres artesãs realizam o trabalho
manual, dialogando com o design, moda, economia criativa, destacando a arte com
escamas de peixe em fios de cobre.
Sua denominação atual, "João Pessoa", é uma
homenagem ao político paraibano João Pessoa Cavalcanti de
Albuquerque,
assassinado em 1930 na cidade do Recife, quando era presidente do
estado e concorria, como candidato a vice-presidente da República, na chapa de Getúlio
Vargas. O
fato causou grande comoção popular, sendo o estopim da Revolução
de 1930,
embora se discuta se realmente houve motivação política no ato, que foi
executado por João Duarte Dantas, advogado cujo escritório
fora invadido por tropas governamentais, tendo sido suas cartas à professora Anayde
Beiriz trazidas
a público.